Projeto Letrar.IA da UFG é contemplado em programa do MEC
Iniciativa experimenta a integração de Inteligência Artificial em práticas pedagógicas no ensino fundamental
Texto: Izadora Araújo
A Inteligência Artificial tem dominado vários espaços de interação social, dentre eles, ambientes educacionais de diversos tipos. Tendo em vista esta inevitável integração, o Ministério de Educação (MEC) lançou, em 2026, o Piloto do Ambiente Regulatório Experimental de Inteligência Artificial na Educação (Sandbox Regulatório), e aprovou, em primeiro lugar, o projeto Letrar.IA da Universidade Federal de Goiás (UFG).
Na etapa inicial, o projeto Letrar.IA vai estudar formas de integrar a inteligência artificial às práticas pedagógicas inclusivas e às políticas públicas destinadas a fortalecer a leitura e a escrita entre estudantes dos primeiros anos do ensino fundamental, em resposta aos desafios da alfabetização no Brasil.

O projeto se divide em várias etapas, iniciando com a sistematização do estado da arte sobre Planos Educacionais Individualizados (PEI), o modelo de Resposta à Intervenção (RTI) e suas aplicações no contexto brasileiro; seguido do mapeamento de experiências e instrumentos nacionais e internacionais voltados à inclusão escolar; a identificação dos principais desafios enfrentados por professores e gestores na elaboração de PEI; e por fim, o levantamento de requisitos pedagógicos, tecnológicos e institucionais que subsidiem, em etapas futuras, o desenvolvimento de soluções digitais de apoio à educação inclusiva.
A equipe responsável por dar vida à iniciativa é composta por docentes de várias unidades da UFG. A coordenação é de Frederico Henrique Galves Coelho da Rocha, da Faculdade de Ciências Sociais (FCS/UFG), com vice-coordenação de Elisângela Silva Dias do Instituto de Informática (INF/UFG).
Dentre os participantes também estão a professora Deborah Silva Alves Fernandes (INF/UFG), Jacson Rodrigues Barbosa (INF/UFG), Soraya Vieira Santos da Faculdade de Educação (FE/UFG) e Gláucia Vieira Cândido da Faculdade de Letras (FL/UFG).
Concorrendo com iniciativas de todo o país, a ideia de participar do chamamento público surgiu a partir da busca por financiamento para executar o projeto. Com a aprovação, o projeto passa a integrar um ambiente de experimentação controlada, capaz de oferecer elementos como a proteção de dados e a supervisão de testes, contribuindo assim para o desenvolvimento futuro de políticas públicas voltadas ao uso de IA na educação
O próximo passo envolve um treinamento realizado pelo MEC, que ocorrerá nos dias 29, 30 e 31/07, presencialmente, em Brasília. Para mais informações sobre o Sandbox, acesse a página oficial do governo, clicando aqui.
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