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Egresso do INF/UFG visita o Vale do Silício como premiação do Campus Mobile

Atualizada em 29/10/26 10:43.

A equipe da startup Wimilk participou de uma imersão em um dos principais ecossistemas de tecnologia e inovação do mundo

Texto: Izadora Araújo 

O egresso do curso de Ciências da Computação do Instituto de Informática da Universidade Federal de Goiás (INF/UFG), Luca Mascarenhas Plaster, participou de uma viagem ao Vale do Silício, na Califórnia, após a WiMilk, startup da qual é um dos sócios fundadores, vencer a 14ª edição do Campus Mobile 2026.

Luca integra a equipe ao lado de Giovanna Vargas Barbosa, estudante de Medicina Veterinária da Universidade Estadual de Goiás (UEG) e CEO da startup, e Pedro Castro Viana, estudante de Engenharia Mecatrônica da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) e COO. Luca e Giovanna viajaram entre os dias 17 e 26 de setembro para São Francisco, nos Estados Unidos, sendo a única startup de Goiás a ser vencedora da edição deste ano. 

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Como CTO, Luca é responsável pela área de tecnologia da empresa. Além da formação em Ciência da Computação pelo INF/UFG, ele atua como pesquisador no Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA/UFG). A WiMilk também passou por um processo de aceleração da Akcit for Startups.

O Campus Mobile

Realizado pelo Instituto Claro, em parceria com o Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e com o hub de inovação da Claro, o BeOn, o Campus Mobile recebeu 447 projetos inscritos, envolvendo 889 estudantes.

Na etapa inicial, os participantes passam por uma imersão em São Paulo e na fase seguinte, as equipes finalistas apresentam a evolução de suas soluções em uma nova etapa, realizada no Web Summit Rio, no Rio de Janeiro. Três startups de cada categoria chegam à final e apresentam os avanços desenvolvidos desde a primeira etapa. Ao término do processo, uma equipe por categoria é escolhida para receber a viagem com tudo pago ao Vale do Silício. 

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Tecnologia a serviço da pecuária

A WiMilk desenvolve uma solução de monitoramento comportamental de bovinos que combina visão computacional, inteligência artificial e comunicação por dispositivos móveis. Por meio de câmeras instaladas nas fazendas, a tecnologia acompanha o comportamento dos animais 24 horas por dia, sete dias por semana, e transforma os dados coletados em relatórios acessíveis ao produtor rural por meio de um chatbot no WhatsApp.

As informações incluem indicadores como o tempo que cada animal passa deitado, em pé, bebendo água ou se alimentando. Com base em estudos da medicina veterinária, a solução busca identificar alterações comportamentais que possam indicar problemas de saúde, como a mastite, contribuindo para o acompanhamento do rebanho e para a tomada de decisões no campo.

 

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Os impactos da participação

Para Luca, um dos aspectos mais marcantes da experiência foi a relação da sociedade local com a tecnologia e com o desenvolvimento de novos negócios. “O que eu mais gostei da cidade de São Francisco e do Vale do Silício é basicamente como, culturalmente, as pessoas são aderentes à tecnologia. Eles vivem o que há de mais novo dentro da tecnologia”, relata.

O egresso também destaca a valorização da trajetória dos empreendedores e a confiança em suas próprias ideias. Segundo ele, o ambiente favorece a experimentação e incentiva os fundadores a desenvolverem suas soluções, mesmo quando elas ainda não estão completamente estruturadas.

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Durante a viagem, a equipe participou de encontros com investidores e empresários, além de visitas a grandes empresas de tecnologia, como NVIDIA, Amazon, GitHub, Adobe e Stripe. A programação também incluiu visitas às universidades de Berkeley e Stanford, além de dois encontros de networking (meetups).

Além dos aprendizados para a WiMilk, a conquista tem um significado para o ecossistema de tecnologia e inovação de Goiás. A presença de Luca na equipe vencedora evidencia a participação de profissionais formados pelo INF/UFG no desenvolvimento de soluções tecnológicas com potencial de impacto em outros setores da economia, como o uso da computação nos desafios concretos do agronegócio.

 

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