Dados para serviços públicos são discutidos no 1º Seminário de Serviços Públicos Datificados
Eliomar Araújo, do CEIA/INF/UFG, participou ativamente das programações do Comitê Gestor de Internet no Brasil (CGI/BR)
Texto: Izadora Araújo
A coleta e uso de dados públicos vem sendo aprimorada no Brasil e levanta discussões quanto ao desenvolvimento de plataformas efetivas e a segurança dos usuários de serviços públicos espalhados em todo o país. Foi pensando nesse tópico que o Comitê Gestor de Internet no Brasil (CGI/BR) reuniu, em São Paulo, nos dias 16 e 17 de abril de 2026, autoridades no assunto.
O “1º Seminário de Serviços Públicos Datificados: plataformas governamentais e novas relações entre Estado e sociedade” apresentou os resultados do grupo de trabalho do CGI com foco na ampliação do debate sobre o papel dos dados na estruturação de serviços essenciais. O encontro reúne especialistas, gestores, representantes da sociedade civil, pesquisadores e integrantes do setor privado para discutir como o uso intensivo de dados vem alterando a forma como o poder público atua e se relaciona com a população.
O professor Eliomar Araújo (INF/UFG), membro do Centro de Excelência em IA (CEIA/UFG), esteve presente como parte integrante da mesa redonda “Dados públicos e inovação: novos serviços e ecossistemas digitais”. A mesa, moderada por Cristiane Vianna Rauen (Conselheira do CGI.br), também foi composta por Renan Gaya do Ministério de Gestão da Informação (MGI), Miguel Gaia (CPQD – Programa Inspire) e Lorrayne Porciuncula (Datasphere Initiative).

Na fala, o docente abordou a estrutura do CEIA/UFG e do Centro de Competência EMBRAPII em Tecnologias Imersivas (AKCIT), focando principalmente no incentivo ao empreendedorismo e a criação de Startups para o desenvolvimento de soluções tecnológicas envolvendo Inteligência Artificial. De acordo com Eliomar, essas duas estruturas contemplam a tríplice hélice (universidade-governo-indústria) e conta com uma média de 1.100 pesquisadores de diferentes instituições do Brasil e do exterior. Além de mais de R$500 milhões já captados e R$100 milhões já investidos em infraestrutura para processar modelos de IA.
“Interessante dizer que é notório que quando se fala obviamente de dados públicos nós estamos falando não só daqueles dados que são gerados pelas organizações públicas. Nós temos dados públicos que também são gerados pelas empresas, pelo mercado. E a forma como esses dados são usados e apropriados é que é o grande desafio”, afirma.
A fala destacou a necessidade de uma mudança profunda de mentalidade para que o país avance no cenário tecnológico global. O ponto central é que, além de formar profissionais qualificados, é essencial investir em infraestruturas estratégicas e superar desafios atuais para fortalecer iniciativas que já apresentam resultados.

O argumento também enfatiza que o país precisa deixar de depender tecnologicamente de outros, algo que o professor denominou como “sair da condição de colônia tecnológica” e criar condições para competir de forma mais equilibrada no mercado internacional. Nesse contexto, compreender o momento atual é fundamental para transformar oportunidades em desenvolvimento concreto.
O professor participou ainda de um evento satélite do Seminário, o “Workshop de Serviços Públicos Datificados”, demonstrando que as ações do INF/UFG por meio de suas estruturas (CEIA e AKCIT), têm sido autoridades quando se trata do assunto.
Para acessar na íntegra as discussões da mesa redonda, acesse o link abaixo:
14h - 15h30 | Mesa 2 – Dados públicos e inovação: novos serviços e ecossistemas digitais
Moderação: Cristiane Vianna Rauen (Conselheira do CGI.br)
Renan Gaya (MGI)
Miguel Gaia (CPQD – Programa Inspire)
Lorrayne Porciuncula (Datasphere Initiative)
Eliomar Araújo (CEIA/UFG)
Link no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=r8jCnPG2b5k&t=2600s
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